Mariana Alves Rodrigues teve o braço direito amputado em Goiás, após um suposto erro médico. Tudo começou na casa dos avós quando ela teve uma pequena queda banal, segundo a mãe ela nem chorou. No dia seguinte reclamando de dores, a menina foi levada ao pronto socorro da cidade, mas pra variar no local não tirava radiografia e foram para o (CROF) Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia em Goiânia.
O exame foi feito e foi constatada uma fissura no osso do braço, na altura do cotovelo. Mariana então foi engessada e encaminhada de volta para casa, mesmo reclamando de dores no local.Depois de um dia inteiro tomando medicamentos para conter a dor, a mãe conta que o braço começou a inchar bastante. Levada de volta ao CROF, foi atendida por outra equipe de ortopedistas que fizeram outro procedimento: o gesso foi retirado e o local da fratura foi protegido por talas. "A menina reclamava de dores, mas o médico disse que tudo não passava de manha. E nos mandou de volta pra casa", conta a mãe, revoltada.A situação só piorou e de volta à unidade de Urgência de Trindade, foi recomendada a remoção imediata para Goiânia, onde a menina já chegou com quadro de infecção generalizada grave e necrose em todo o braço. "O médico me disse que apenas a mãozinha dela estava viva. O resto do braço já estava todo necrosado. E que não havia outra solução", disse Flávia.A infecção já estava se espalhando, as funções renais já estavam comprometidas e o coração também já estava sentindo os efeitos do problema. "O coraçãozinho dela já estava fraco.
Você não tem noção do quanto está sendo difícil para nós", diz a mãe. "Ela gosta muito de escrever, desenhar. Agora vai ter que se adaptar e usar a outra mãozinha", afirma, desolada.A Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Regional de Medicina se pronunciaram e afirmaram que vão apurar as responsabilidades. Mas são cautelosos ao tratar do assunto. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, os médicos que fizeram o atendimento no CROF não se pronunciarão até que a situação seja investigada.
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